
O anúncio da doação foi feito pelo irmão de Iata, o desembargador aposentado Siro Darlan, ressaltando a conexão inquebrável do profissional com suas raízes sertanejas. “Ele saiu de Cajazeiras, mas Cajazeiras nunca saiu dele”, afirmou Darlan, destacando que o acervo servirá como lembrança permanente de um profissional vitorioso que superou uma infância de privações para se tornar um ícone da imprensa nacional.
O jornalista, que iniciou a carreira em 1970 na Rádio Tupi e cobriu Copas do Mundo pela TV Manchete, era conhecido como o “Amigo do Rei” após ser o único a entrevistar Pelé em sua despedida no Maracanã, em 1974. Sob a curadoria do professor Reudesman Lopes, o museu já exibe peças enviadas por Iata em vida, como uma camisa da Seleção Brasileira autografada pelo próprio Pelé. Agora, o restante de sua coleção pessoal será integrado à exposição, fortalecendo a cultura esportiva local e homenageando a trajetória do homem que venceu os desafios da “cidade grande” após fugir da violência doméstica no Sertão.
Iata Anderson foi cremado na última sexta-feira (9) e, conforme seu desejo, as cinzas foram espalhadas em seu sítio, carinhosamente batizado de Pasárgada, em Araruama (RJ). Para Siro Darlan, o gesto de doar o acervo ao museu é uma marca final de cidadania e amor à pátria. “Ele vai ficar permanentemente no Museu para a lembrança de que Cajazeiras gerou um grande profissional e deixa esse acervo como uma marca da sua vitória”, concluiu o desembargador, celebrando o retorno simbólico do maior cronista esportivo da região para sua casa.
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