
Pesquisadores da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) e da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) desenvolveram uma tecnologia capaz de identificar a presença de metanol e outras adulterações em bebidas alcoólicas.
O avanço ocorre em meio ao aumento dos casos de intoxicação por metanol no Brasil. Até o momento, 11 casos foram confirmados e outros 102 estão sob investigação nos estados de São Paulo, Pernambuco, Bahia, Paraná e Mato Grosso do Sul.
O método utiliza um equipamento que emite luz infravermelha sobre a garrafa, mesmo quando lacrada, provocando uma agitação nas moléculas do líquido. Em seguida, um software analisa os dados e identifica qualquer substância que não faça parte da composição original da bebida.
Com 97,3% de precisão, a solução dispensa o uso de reagentes e promete revolucionar o controle de qualidade de bebidas alcoólicas, oferecendo mais segurança, conformidade regulatória e confiança a produtores e consumidores.
Os pesquisadores pretendem utilizar o método de detecção em larga escala e estudam um novo mecanismo que pode identificar o metanol a partir de um canudo que muda de cor ao entrar em contato com a substância.
O estudo, desenvolvido há dois anos, é coordenado pelo professor doutor David Douglas (UEPB) e conta com a colaboração dos docentes Railson de Oliveira Ramos e Germano Veras (UEPB), além das professoras Taliana Kênia A. Bezerra (UFPB), Noemi Nagata (UTFPR) e Tatiane Luiza Cadorin Oldoni (UFPR).
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